Somos mais...
  • White Facebook Icon

Acreditamos que com estudo, dedicação, trabalho, e cooperação mutua é possivel criar produtos  e soluções tecnológicas autônomas  e sustentáveis. Saiba e aprenda mais conhecendo a gente...

 

Junte-se a nossa lista:

© 2019 by PortalMaker -  Todos os direito reservados!

Movimento Maker...
O que isso significa exatamente?

Na década de 50, nos Estados Unidos, populariza-se um movimento cultural chamada DIY, ou “do it yourself!”, que quer dizer em português: “faça você mesmo”. A ideia principal do movimento era o desenvolvimento ou a construção de produtos, coisas ou dispositivos, para uso próprio, por pessoas comuns, normalmente sem muito conhecimento técnico ou experiência, explorando assim a criatividade e buscando soluções as vezes impensáveis para a época.

  A onda alastrou-se e, em 2005, também nos EUA, Dale Dougherty lançou a revista "Make magazine" para hobistas, com ênfase em projetos passo-a-passo, impulsionando ainda mais esta onda cultural, onde a ação de construir algo com suas próprias mãos através de informações e colaborações coletivas, definiu a figura do "maker", criando o sujeito no movimento mundial de fazer, criar e construir seus próprios objetos...

 De lá pra cá, a eletrônica e a informática também deram um salto extraordinário... Com elas vieram inventos e descobertas de novos componentes e dispositivos, além de  novas técnicas na utilização, aumentando a diversidade  e a capacidade tecnológica de "coisas" que um maker pode sonhar em construir... E atualmente, tecnologia é a palavra-chave no dicionário dos makers!
 

Faça parte do Clube do Maker...! Clique aqui!
 

 

 Um exemplo bem contemporâneo destas novas invenções foi o micro-controlador, um componente eletrônico (chip) que, quando conectado convenientemente a um computador, podemos criar "programas” específicos, que traduzem uma linguagem simples de escrita, em uma série de números zero (0) e um (1), que serão posteriormente gravados em seu interior (do chip), possibilitando o micro-controlador, quando ligado, seguir uma sequencia de instruções em seus "pinos" definidos anteriormente pelo programa idealizado, ou em outras palavras, o chip determina a leitura de sensores e/ou o acionamento de "coisas elétricas" que voce quer que aconteça em intervalos programados...

Foto de um Micro-controlador ATMEGA328 - "Chip" principal de uma placa de desenvolvimento chamada ARDUINO UNO, muito utilizada pelos Makers...

 

  Porém, para se "programar e gravar" o ATMEGA328, como do exemplo acima, ou qualquer outro micro-controlador, é preciso um gravador/programador específico, e ainda antes disso, para a programação em si, utilizar um ambiente de programação, ou uma "IDE" que é um acrônimo de "Integrated Development Environment", ou em português, Ambiente de Desenvolvimento Integrado, que nada mais é do que um é um Software de computador, que reúne características e ferramentas para desenvolvimento do programa que você quer que o micro-controlador posteriormente execute. 

 

  A ATMEL, marca pertencente a Microchip, que fabrica o Micro-controlador ATMEGA328 tem uma IDE ou IDP (como eles a denominam) própria, o Studio 7, que serve para programar, debugar (verificar erros) e compilar o programa texto criado pelo usuário no computador, para o micro-controlador, através de um programador AVR, que é uma outra placa específica... 

  A esta altura da leitura, algumas palavras já estão dando nó na cabeça dos leitores menos experientes no assunto... Pensando neles, nos anos 2000, um time de professores e estudantes italianos elaboraram um hardware (placa) e Software (IDE) dedicado, que pudessem ser ao mesmo tempo, relativamente barato e fácil de programar, respectivamente, acessível principalmente a estudantes e amadores. Bastaria então uma placa pequena conectada a saida USB de um Computador, que tenha instalada esta IDE, e pronto: surgiu então a Plataforma Arduino!

Com uma placa Arduino UNO R3 , um cabo USB e um ambiente de programação IDE , que você digita o programa, infinitas possibilidades podem já ser conquistadas no mundo maker!

  A Plataforma Arduino permitiu o fácil acesso à tecnologia, e com isso de certa forma ampliou de forma gigantesca o ensino de eletrônica embarcada (chips com programas internos), porque atraiu amadores (e profissionais)  do mundo todo para trabalhar com micro-controladores, com uma grande vantagem em relação as demais plataformas: Ela é open hardware, ou seja aberto e gratuito para todos...!

  Mas o que muito maker não sabe, é que existem muitos outros micro-controladores populares, que possuem ampla disponibilidade, muitas bibliotecas gratuitas, extensa coleção de notas de aplicação, ferramentas de desenvolvimento  gratuitas ou de baixo custo, e inclusive são mais baratos que os micro-controladores utilizados no Arduino...!

  Um exemplo clássico de micro-controladores paralelos são os os modelos PIC, da MICROCHIP, que, aliás, é a mesma empresa proprietária dos AVRs, micro-controladores utilizados no Arduino. Existem IDEs (compiladores que traduzem o programa digitado para a linguagem de máquina para os micro-controladores, como já explicamos acima) pagas e gratuitas (normalmente com algumas restrições) que são bem fáceis de usar, inclusive algumas com controle de Configurações até mais fáceis que no Arduino, - na minha opinião - como por exemplo o CSS, o MikroC-Pró e o próprio MPLABX da Microchip. Para gravação do Código Hex ( Código que é gerado para ser gravado no PIC) utiliza-se também uma plaquinha, de custo bem acessivel: Os PICKits! (eu utilizo o PICKIT3, da propria Microchip, relativamente barato e muito versátil) 

Um PIC12F1822 da Microchip e o Gravador PICKIT3 da mesma marca.

  Na foto acima está um exemplo de um micro-controlador PIC12F1822 (o pretinho com perninhas), um verdadeiro espetáculo em pequenas dimensões... Pra quem o conhece, o "bichinho" só é pequeno em tamanho, mas possui internamente ADC, I2C, UART, PWM, COMPARADOR, TENSÃO DE REFERENCIA, 3 TIMERS, SENSORES CAPACITIVOS, SRLATCH, INTERRUPÇÃO...etc, além de operar em até 32MHz com clock interno. (Embora tenha Pipeline que divide por 4 internamente). Isso sem falar do custo, que no Brasil, pode chegar (em outubro de 2019) a ínfimos R$3,70 quando comprado em pequenos lotes. Se você tem interesse em desenvolver algo pequeno e barato, vá com a linha PIC...!

  No decorrer de nossa jornada, muito vai ser explicado sobre EletrônicaArduino e PICs. Para tanto estamos desenvolvendo, além de 2 cursos, também nossa Board  (placa para experiencias) para o uso de AVRs (IMAGINO) e outra Board para PICs, além de projetos fantásticos, que você não vai encontra em lugar nenhum...! Tudo explicado "tim-tim por tim-tim", como sempre, para que o nosso "aluno" aprenda e enfim, entenda com muito mais facilidade... Acompanhe-nos sempre na página Aprenda...!

Juntos conosco:
Canal Resoluto